quinta-feira, 23 de abril de 2009

PARA ALÉM DA PROFISSÃO DE PROFESSOR: UM MEDIADOR DO PROCESSO DE INTERAÇÃO E CONSTRUÇÃO DA APRENDIZAGEM



Em tempos de Novas Tecnologias da Informação e Comunicação vemos, cotidianamente, crianças, profissionais de todas as áreas, inclusive, professores, donas de casa, jovens de todas as tribos, idosos, estudantes de todos os níveis, enfim, todos os grupos de pessoas se comunicando de maneira diferente e usando ferramentas diversas como: orkut, blog, e-mail, videoconferência, lista de discussão, comunidade virtual, etc. Nesse sentido, as funções e papéis desses interlocutores midiáticos também mudam e com o professor não seria diferente. Nesse novo contexto social e escolar no qual há o uso desses recursos tecnológicos esse ator social passa a ser chamado de “Animador da inteligência coletiva”, ou seja, esse profissional da educação não é mais considerado o sabedor de tudo que despejará toda informação, conhecimento dentro da cabeça dos alunos como acontece na forma tradicional de ensino, ele passa a ser um mediador de uma aprendizagem que se constrói de forma colaborativa pelas trocas e discussões entre professores e alunos.
No texto ”O animador da inteligência coletiva no laboratório de informática” Betina apresenta as características desse novo papel em sala de aula, enfatizando que, diferente do pouco tempo da maioria dos professores que tem comprometido seu trabalho, há uma maximização do seu tempo, uma vez que há delegação de responsabilidades aos seus alunos e, por conseguinte, melhoria da autoconfiança e auto-estima dos alunos e melhor aprendizado.
As novas práticas do professor, ou melhor, do animador da inteligência coletiva segundo Betina:
* Apresenta a aula de forma diferente, sobrando tempo para discussão e orientação;
* Não é mais o centro do processo. Todos passam a ser o centro;
* Tem mais tempo para observar o trabalho de seus alunos;
* Todos passam a pesquisar e interagir de forma participativa e produtiva;
* Ajuda nas dificuldades e motiva seus alunos a avançarem.
Cabe ao professor conhecer e optar ou não por uma prática na qual ele possa descentralizar as atividades do processo educativo, partilhando responsabilidades com seus alunos, aprocimando-os cada vez mais do objeto do conhecimento, tornando-os co-responsáveis pela construção de suas aprendizagens de forma mais interativa e auntônoma. Jaiza Helena

DO INTERESSE DE CRIANÇAS E JOVENS POR PROGRAMAS DE TV, VÍDEOS DA INTERNET E CINEMA À CONSTRUÇÃO DE POSSIBILIDADES EDUCATIVAS

Para além da arte, num mundo perpassado pelas Tecnologias da Informação e Comunicação,em que crianças, jovens, adultos ou idosos têm acesso a softwares de edição de vídeos como, livres (sinerela, kdlive) ou proprietários (mediaplayer). Não sendo muito afeita ao último, reconheço seu grande uso pela maioria das pessoas, por conta do desconhecimento dos softwares livres, infelizmente. Contudo, acredito, que num futuro bem próximo, a partir da divulgação de softwares livres, nos quatro cantos do mundo, os números se invertam.
Além da edição de vídeos, essas pessoas têm espaço em sites diversos para publicação de seus vídeos, tendo em vista o compartilhamento destes como forma de divertimento e interação com parentes e amigos. Um bom exemplo disso é o youtube. O conteúdo desses vídeos, por vezes, são os mais variados, desde o registro de simples brincadeiras entre amigos a grandes eventos e comemorações. Há publicações ainda de reportagens, anúncios e propagandas, clips de músicas, documentários, vídeo-aulas, etc. Nesse mar de textos, hipertextos que é a internet, pode-se encontrar vídeos de conteúdos excelentes acerca de assuntos diversos; mas, há também conteúdo sem valor algum, postado lá apenas por pessoas que não têm como ocupar seu tempo e muito menos preocupação em selecionar bons conteúdos para divulgação; logo,vão jogando qualquer coisa na net. Tal prática dificulta muito o trabalho de pesquisa na rede. Então, desde já, como educadores, é imprescindível um trabalho de conscientização dos jovens para que sejam críticos, seletivos, objetivos e, principalmente, responsáveis ao pesquisarem e postarem vídeos na internet.
Diante disso, tem se formado uma nova geração, os cinéfilos. Cinéfilos são os admiradores da sétima arte, o cinema. Os gostos têm sido os mais variados do romance ao policial, do drama à comédia. Contudo, percebe-se, no público juvenil um grande entusiasmo por filmes violentos que tenham muitas lutas e mortes, de suspense e terror. Um exemplo disso é a novela ou minissérie “Os mutantes” que foi apresentada recentemente num canal de televisão aberto. Esse programa em suas exibições apresentavam cenas horríveis de seres humanos assumindo instintos animais (vampiros, lobisomens, aranhas, leões, etc) que quando transformados em criaturas, embora sem mudar muito o aspecto físico de humanos, travavam lutas sangrentas e mortais, visando a garantia da sobrevivência. Com certeza, as cenas eram assustadoras e totalmente não educativas. Eram exibições altamente nocivas para crianças e adolescentes. Em contrapartida, o que se percebia era a grande aceitação, principalmente, das crianças que, diariamente, comentavam em sala de aula as cenas com lutas mortais. Como se não bastasse, o mercado resolveu explorar mais ainda esse tipo de programa, criou álbum de figurinhas, as quais a criança tinham que comprar. Na sala de aula, as conversas e o vai-e-vem dessas figuras geravam indisciplina.
O que se conclui com isso é o não cumprimento da classificação indicativa, proposta pelo ministério da justiça e ausência total de criticidade dos alunos e dos pais com relação a seleção de bons programas e filmes. Resta-nos, portanto, como educadores, dá nossa pequena contribuição no sentido de ajudar os educandos a assumirem uma postura mais critica e seletiva quando escolhem programas e filmes para assistirem e conversar com os pais a esse respeito tendo em vista ajudá-los a a ssumirem uma postura mais educativa junto aos filhos com relação aos programas que os mesmos devem assistir, bem como orientá-los em casa. Jaiza Helena